quarta-feira, 6 de julho de 2011

O COMEÇO


A humanidade sempre nutriu um respeito profundo pelo fogo e o poder a ele atribuído. Esse respeito pelo fogo e a curiosidade em relação a ele provavelmente começaram quando os seres humanos adquiriram coragem suficiente para levar o fogo causado pelo relâmpago para seus acampamentos e usá-lo para se aquecer e cozinhar. Alguns arqueólogos colocam essa ocorrência entre 250 e quinhentos mil anos atrás. Enquanto os seres humanos não aprendiam a acender sozinhos o fogo, nossos ancestrais tinham muito cuidado em manter aceso o tempo todo esse fogo “Capturado e Sagrado”
Não demorou muito para os seres humanos descobrirem que o fogo possuía dois aspecto: um sagrado e um mundano. Os xamãs acendiam o fogo de maneira especifica com madeiras especiais. Eles usavam esse fogo para iluminar cavernas misteriosas e locais de poder sagrado onde somente certas pessoas entravam para participar de rituais místicos. Esse fogo sagrado ajudava o xamã e outros participantes iniciados a entrar em contato com os mundos espirituais onde eles recebiam mensagens e aprendiam em primeiro lugar a magia e a arte da cura. Mas tarde eles aprendiam outros segredos, como o trabalho em metal. Uma vez que o fogo podia ser ou criativo ou destrutivo, acreditava-se que aqueles que lidavam com ele haviam sido tocados pelo divino.
Os primeiros mitos e lendas falam de vários seres divinos que roubavam o fogo celeste, como fez Prometeu, ou que concediam esse maravilhoso dom aos seres humanos para que estes pudessem sobreviver e adorar os deuses. Muitas divindades de culturas de todo o mundo são associadas ao fogo em uma ou varias formas, como a lareira, os vulcões e o relâmpago.
Muito mais tarde na historia, os seres humanos desenvolveram formas mais portáteis para usar o fogo sagrado. Primeiro surgiu a tocha e depois a lamparina de azeite e as velas. Os lugares sagrados eram sempre iluminados por essas formas de fogo em miniatura, bem como também o eram os altares privados nos lares. Os sacerdotes e os magos ensinavam que a chama das lamparinas e das velas representavam o mais elevado potencial do espírito e que a fumaça conduzia as preces e os desejos dos adoradores para a esfera espiritual.
As ervas eram queimadas como incenso ou adicionadas as velas, As ervas não apenas exalavam um aroma agradável, como também freqüentemente eram escolhidas pela sua capacidade de desencadear estados alterados de consciência, que conduziam os magos e os sacerdotes a um estado de consciência mais elevado. Acompanhado pela prece, cantos, danças e/ou concentração profunda, os sacerdotes eram capazes de transformar desejos em realidades.
Desse modo a magia do fogo foi descoberta.

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